ABRA SUA MENTE



Fecha teus olhos,abre tua mente e teu coração para a Verdade ...,porque

Ela pode ser invisível aos olhos humanos.Mas não aos olhos da sua consciência







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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O ESPIRITISMO NÃO FAZ MILAGRES

 

Por.: Rogério Coelho


De maneira racional a Doutrina Espírita esclarece os "milagres" de acordo com as leis naturais.

“(...) O Espiritismo vem, a seu turno, fazer o que
cada ciência fez no seu advento: revelar
novas leis e explicar os fenômenos
na alçada dessas leis”. Allan Kardec

Certa feita, um eclesiástico dirigiu a seguinte pergunta ao Mestre Lionês: “Todos aqueles que tiveram missão de Deus de ensinar a verdade aos homens, provaram sua missão por milagres. Por quais milagres provais a verdade de vosso ensinamento?” A resposta de Kardec não se fez esperar 2:

“(...) Confessamos – humildemente -, que não temos o menor milagre a oferecer; dizemos mais: O Espiritismo não se apóia sobre nenhum fato miraculoso; seus adeptos nunca fizeram e não têm a pretensão de fazer nenhum milagre; não se crêem bastante dignos para que, à sua voz, Deus mude a ordem eterna das coisas. O Espiritismo constata um fato material, o da manifestação das almas ou Espíritos. Esse fato é real, sim ou não? Aí está toda a questão; ora, nesse fato, admitindo como verdadeiro, nada há de miraculoso. Como as manifestações desse gênero, tais como as visões, aparições e outras, ocorreram em todos os tempos, assim como atestam as histórias, sagradas e profanas, e os livros de todas as religiões, outrora puderam passar por sobrenaturais; mas hoje que se lhes conhece a causa, que se sabe que se produzem em virtude de certas leis, sabe-se também que lhes falta o caráter essencial dos fatos miraculosos, o de fazer exceção à lei comum.

Essas manifestações, observadas em nossos dias com mais cuidado do que na antigüidade, observadas sobretudo sem prevenção, e com a ajuda de investigações tão minuciosas quanto as que se aplicam no estudo das ciências, têm por conseqüência provar, de maneira irrecusável, a existência de um princípio inteligente fora da matéria, sua sobrevivência aos corpos, sua individualidade depois da morte, sua imortalidade, seu futuro feliz ou infeliz, por conseguinte, a base de todas as religiões.

Se a verdade não fosse provada senão por milagres, poder-se-ia perguntar:

Por que os sacerdotes do Egito, que estavam no erro, reproduziram diante do Faraó aquilo que Moisés fez? Por que Apolônio de Tiana, que era pagão, curava pelo toque, devolvia a visão aos cegos, a palavra aos mudos, predizia as coisas futuras e via o que se passava à distância? O próprio Cristo não disse: "Haverá falsos profetas que farão prodígios"? Um de nossos amigos, depois de uma fervorosa prece ao seu Espírito protetor, foi curado quase instantaneamente de uma enfermidade, muito grave e muito antiga, que resistia a todos os remédios; para ele o fato era verdadeiramente miraculoso; mas, como ele acreditava nos Espíritos, um cura, a quem contou a coisa, disse-lhe que o diabo também pode fazer milagres. "Nesse caso, disse esse amigo, se foi o diabo que me curou, é ao diabo que devo agradecer."

Os prodígios e os milagres não são, pois, o privilégio exclusivo da verdade, uma vez que o próprio diabo pode fazê-los.

 
 

(...) Há no Espiritismo duas coisas: o fato da existência dos Espíritos e de suas manifestações, e a doutrina que disso decorre. O primeiro ponto não pode ser posto em dúvida senão por aqueles que não viram ou que não quiseram ver; quanto ao segundo, a questão é saber se essa doutrina é justa ou falsa: é um resultado de apreciação.

(...) Considerai o Espiritismo, se o quiserdes, não como uma revelação divina, mas como a expressão de uma opinião pessoal, a tal ou tal Espírito, a questão é saber se ela é boa ou má, justa ou falsa, racional ou ilógica. A que se reportar para isso? É ao julgamento de um indivíduo? De alguns indivíduos mesmo? Não; porque, dominados pelos preconceitos, as idéias preconcebidas, ou os interesses pessoais, podem se enganar. O único, o verdadeiro juiz, é o público, porque ali não há o interesse de associação.

Além disso, nas massas há um bom senso inato que não se engana. A lógica sã diz que a adoção de uma idéia, ou de um princípio, pela opinião geral, é uma prova de que ela repousa sobre um fundo de verdade.

Os Espíritas não dizem, pois: "Eis uma doutrina saída da boca do próprio Deus, revelada a um único homem por meios prodigiosos, e que é preciso impor ao gênero humano." Eles dizem, ao contrário: "Eis uma doutrina que não é nossa, e da qual não reivindicamos o mérito; nós a adotamos porque a achamos racional. Abribuí-lhe a origem que quiserdes: de Deus, dos Espíritos ou dos homens; examinai-a; se ela vos convém, adotai-a; caso contrário, ponde-a de lado."

Não se pode ser menos absoluto!

O Espiritismo não vem, pois, intrometer-se na religião; ele não se impõe; não vem forçar a consciência, não mais dos católicos do que dos protestantes, dos judeus; ele se apresenta e diz: "Adotai-me, se me achais bom."

É culpa dos Espíritas se o acham bom? Se nele se encontra a solução do que se procurava em vão alhures? Se nele se haurem consolações que tornam felizes, que dissipam os terrores do futuro, acalmam as angústias da dúvida e dão coragem para o presente? Não se dirige àqueles a quem as crenças católicas ou outras bastam, mas àqueles que elas não satisfazem completamente, ou que desertaram; em lugar de não mais crer em nada, os conduz a crerem em alguma coisa, e a crer com fervor.

Pergunta-se sobre que milagre nós nos apoiamos para crer a Doutrina Espírita boa. Nós a cremos boa, não só porque é nossa opinião, mas porque milhões de outros pensam como nós; porque ela conduz a crer aqueles que não crêem; dá coragem nas misérias da vida. O milagre?! É a rapidez de sua propagação, estranha nos fastos das doutrinas filosóficas; foi por ter, em alguns anos, feito a volta ao mundo, e estar implantada em todos os países e em todas as classes da sociedade; foi por ter progredido, apesar de tudo o que se fez para detê-la, de ultrapassar as barreiras que se lhe opôs; de encontrar um acréscimo de forças nas próprias barreiras. Está aí o caráter de uma utopia? Uma idéia falsa pode encontrar alguns partidários, mas nunca tem senão uma existência efêmera e circunscrita; perde terreno em lugar de ganhá-lo, ao passo que o Espiritismo ganha-o em lugar de perdê-lo. Quando é visto germinar por todas as partes, acolhido por toda a parte como um benefício da Providência, é que ali está o dedo da Providência; eis o verdadeiro milagre, e nós o cremos suficiente para assegurar o seu futuro.

(...) Em resumo: O Espiritismo, para se estabelecer, não reivindica a ação de nenhum milagre; não quer, em nada, mudar a ordem das coisas; procurou e encontrou a causa de certos fenômenos, erradamente reputados como sobrenaturais; em lugar de se apoiar no sobrenatural, repudia-o por sua própria conta; dirige-se ao coração e à razão; a lógica lhe abre o caminho”.

1- KARDEC, Allan. A Gênese. 43.ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003, cap. XIII, item 4, § 1º.
2- KARDEC, Allan. Revue Spirite. Araras: IDE, 1993, p. 40 e seguintes.

Artigo.: O Espiritismo não faz Milagres
Por.: Rogério Coelho (É o autor é Presidente-fundador da Soc. Muriaense de Estudos Espírita, expositor e escritor).

SER FELIZ.

                
 
"... Assim, pois, aqueles que pregam ser a Terra a única morada do homem, e que só nela, e numa só existência, lhe é permitido atingir o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam aqueles que os escutam ...." (Capítulo 5, item 20 - “O Evangelho Segundo o Espiritismo” ).

As estradas que nos levam à felicidade fazem parte de um método gradual de crescimento íntimo cuja prática só pode ser exercitada pausadamente, pois a verdadeira fórmula da felicidade é a realização de um constante trabalho interior.

Ser feliz não é uma questão de circunstância, de estarmos sozinhos ou acompanhados pelos outros, porém de uma atitude comportamental em face das tarefas que viemos desempenhar na Terra.

Nosso principal objetivo é progredir espiritualmente e, ao mesmo tempo, tomar consciência de que os momentos felizes ou infelizes de nossa vida são o resultado direto de atitudes distorcidas ou não, vivenciadas ao longo do nosso caminho.

No entanto, por acreditarmos que cabe unicamente a nós a responsabilidade pela felicidade dos outros, acabamos nos esquecendo de nós mesmos. Como conseqüência, não administramos, não dirigimos e não conduzimos nossos próprios passos. Tomamos como jugo deveres que não são nossos e assumimos compromissos que pertencem ao livre-arbítrio dos outros. O nosso erro começa quando zelamos pelas outras pessoas e as protegemos, deixando de segurar as rédeas de nossas decisões e de nossos caminhos.

Construímos castelos no ar, sonhamos e sonhamos irrealidades, convertemos em mito a verdade e, por entre ilusões românticas, investimos toda a nossa felicidade em relacionamentos cheios de expectativas coloridas, condenando-nos sempre a decepções crônicas.

Ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somente nós mesmos é que regemos o nosso destino. Assim sendo, sucessos ou fracassos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas.

A destinação do ser humano é ser feliz, pois todos fomos criados para desfrutar a felicidade como efetivo patrimônio e direito natural.

O ser psicológico está fadado a uma realização de plena alegria, mas por enquanto a completa satisfação é de poucos, ou seja, somente daqueles que já descobriram que não é necessário compreender como os outros percebem a vida, mas sim como nós a percebemos, conscientizando-nos de que cada criatura tem uma maneira única de ser feliz. Para sentir as primeiras ondas do gosto de viver, basta aceitar que cada ser humano tem um ponto de vista que é válido, conforme sua idade espiritual.

Para ser feliz, basta entender que a felicidade dos outros é também a nossa felicidade, porque todos somos filhos de Deus, estamos todos sob a Proteção Divina e formamos um único rebanho, do qual, conforme as afirmações evangélicas, nenhuma ovelha se perderá.

É sempre fácil demais culparmos um cônjuge, um amigo ou uma situação pela insatisfação de nossa alma, porque pensamos que, se os outros se comportassem de acordo com nossos planos e objetivos, tudo seria invariavelmente perfeito. Esquecemos, porém, que o controle absoluto sobre as criaturas não nos é vantajoso e nem mesmo possível.

A felicidade dispensa rótulos, e nosso mundo seria mais repleto de momentos agradáveis se olhássemos as pessoas sem limitações preconceituosas, se a nossa forma de pensar ocorresse de modo independente e se avaliássemos cada indivíduo como uma pessoa singular e distinta.

Nossa felicidade baseia-se numa adaptação satisfatória à nossa vida social, familiar, psíquica e espiritual, bem como numa capacidade de ajustamento às diversas situações vivenciais.

Felicidade não é simplesmente a realização de todos os nossos desejos; é antes a noção de que podemos nos satisfazer com nossas reais possibilidades.

Em face de todas essas conjunturas e de outras tantas que não se fizeram objeto de nossas presentes reflexões, consideramos que o trabalho interior que produz felicidade não é, obviamente, meta de uma curta etapa, mas um longo processo que levará muitas existências, através da Eternidade, nas muitas moradas da Casa do Pai.
-Hammed-
 

SOMBRAS E CARIDADE



Queixas-te das trevas por sobre os teus passos; esqueces, no entanto, de guardar a confiança em Deus e a perseverança em teu seio.

Lamentas a violência e a maldade evidentes no mundo que habitas; entretanto, não te lembras de semear, nas terras do próprio coração, o antídoto à mágoa e à desconfiança, à indiferença e ao pessimismo.

Reclamas a omissão dos companheiros de jornada na senda do Bem; porém, de auscultar-lhes as razões mais íntimas das angústias e indecisões.

Recriminas os desvios cometidos pelos indolentes à razão da fé e à verdadeira vida; apesar disso, consideras-te sobrecarregado no serviço continuado e indispensável de educação pela palavra e pela ação.

Criticas as intenções menos saudáveis dos que buscam exclusivamente a autopromoção no serviço ao próximo; a esse despeito, melindras-te à prova da ingratidão.

Desdenhas do arrogante e do intolerante; muito apesar disso, indispõe-te às vezes, com os fanáticos.

Rechaças inapelavelmente os pérfidos e dissimulados; a verdade integral, porém, somente o Criador a possui.

Recriminas-te severamente pelos erros do cotidiano; as quedas, no entanto, são apanágio de quem não adota a inércia como padrão na caminhada terrena.

*

O Espiritismo, por permitir ao homem a perspectiva do processo evolutivo do Espírito em suas mais díspares facetas, fornece, ao que o estuda detidamente, o de que necessita para posicionar-se fraterna e caritativamente diante do que erra. Ao mesmo tempo, indu-lo a produzir o máximo possível, sem tornar-se presunçoso, ao reconhecer-se infinitamente fragmentar ante a exuberância do seu destino: a Divindade.
-Albino Teixeira - Francisco Cajazeiras-

A CONQUISTA DA SERENIDADE

                       
 

Um dia amanhece, glorioso, com a luz do sol atravessando as folhas. 

Silêncio que é quebrado pelo som dos passarinhos que acordam.

Murmúrio de regatos que cantam, perfume de relva molhada pelo orvalho da noite. Será isso serenidade?

A natureza oferece ao homem a oportunidade do silêncio externo, o exemplo da calma. Mas sozinha, ela, a natureza, será capaz de trazer a paz interna?

Muita gente diz assim: Vou sair da cidade, a fim de descansar. Quero esquecer barulho, poluição, trânsito.

Essa é uma paz artificial. Em geral, depois de alguns dias descansando, a pessoa volta para a cidade e aos ruídos da chamada civilização. E ainda exclama ao chegar: Que bom é voltar para o conforto da cidade.

E, nas semanas seguintes, enfrenta novamente os engarrafamentos de trânsito, o som constante das buzinas, a fuligem. A comida engolida às pressas e o estresse do cotidiano estão de volta.

Então vem a pergunta: Será que realmente a serenidade existe em nossa alma? Se ela estivesse mesmo em nós, não teríamos de deixar o local em que vivemos para encontrar a paz, não é mesmo?

A conquista da serenidade é gradativa. A natureza não dá saltos e as mudanças de hábitos arraigados ocorrem muito lentamente. Não se engane com isso.

Muita gente acredita que a simples decisão de modificar um padrão de comportamento é suficiente para que isso aconteça. Mas não é assim.

Um antigo provérbio chinês traduz muito bem essa dificuldade. Ele diz assim: “Um hábito inicia como uma teia de aranha e depois se torna um cabo de aço”. O mesmo acontece em nossa vida.

E a conquista da serenidade não escapa a essa lógica de criar novos hábitos, de reeducar-se. Sim, pois tornar-se pacificado é um exercício de auto-educação.

A pessoa educa-se constantemente. Treina a paciência, o silêncio da mente. É uma conquista diária, um processo que vai se instalando e se fortalecendo.

E por onde começar? O melhor é iniciar pelo dia a dia. Treinando com parentes, amigos, colegas de trabalho. Não se deixando perturbar pelas pequenas coisas do cotidiano.

Das pequenas coisas que irritam, a pessoa passa a adquirir mais força para superar problemas mais graves, situações mais complexas.

Aos poucos, suaviza-se o impacto que os outros exercem sobre nós. Acalma-se o coração, domina-se as emoções, tranqüiliza-se a mente.

O resultado é o melhor possível. Com o passar do tempo, a verdadeira paz se instala. E mesmo em meio aos ruídos de todo dia, o homem pacificado não se deixa perturbar.

É como um oásis em meio ao caos da vida moderna. Um espelho de água em meio a tempestades. Esse homem, em qualquer lugar que esteja, traz a serenidade dentro de si.

Experimente começar essa jornada hoje mesmo. Vai torná-lo muito mais feliz.

A serenidade resulta de uma vida metódica, postulada nas ações dinâmicas do bem e na austera disciplina da vontade.

Mantenhamos a serenidade e a nossa paz se espalhará entre todos.

A.D.

A AÇÃO DO MUNDO ESPIRITUAL





 

Certa ocasião, comunicaram-se três Espíritos que tinham uma problemática em relação ao aborto. As comunicações, uma em seguida à outra, eram todas vinculadas ao assunto.
A primeira delas foi a de um médico que, enquanto encarnado, dedicara-se a fazer abortos. Apresentou-se muito perturbado, perseguido por vários Espíritos. Acusava a si mesmo de criminoso e sentia-se aterrorizado com os próprios atos. Estava arrependido - dizia sem cessar - e tinha muito medo dos que o perseguiam.
O segundo comunicante foi uma mulher. Acusava o médico, a quem perseguia, desejosa de vingar-se. Explicou ter morrido em suas mãos, quando este tentava provocar-lhe a interrupção de uma gravidez. Estava atormentada pelo remorso dessa ação e pelo ódio que nutria pelo médico.
Ambos foram esclarecidos e retiraram-se bastante reconfortados.
A terceira entidade era também uma mulher. Veio para apoiar e estimular o nosso trabalho. Já possuía bastante conhecimento sobre a vida espiritual e trabalhava muito, principalmente ajudando a combater a idéia e a prática do aborto. Ela mesma, em sua última existência, havia cometido esse crime, quando da gestação de seu sexto filho. Sendo pobre e lutando com dificuldades de toda ordem, ao engravidar pela sexta vez, desorientou-se e provocou o aborto, do qual se arrependeu imediatamente. Jamais se perdoara e daí para frente sofreu duplamente, carregando o peso do remorso. Teve uma existência longa, de muitas lutas, e desencarnou após prolongada moléstia. No plano espiritual, encontrou-se com aquele que seria o seu sexto filho e teve um grande abalo ao certificar-se de que era um ente muito querido ao seu coração e que iria reencarnar com a finalidade de ajudá-Ia. Ele a havia perdoado, mas ela, inconformada com o fato, não conseguiram até então perdoar a si mesma. Dedicou-se, por isto, ao trabalho de preservação da vida, ao mesmo tempo em que faz parte de um grupo de atendentes (ou enfermeiros), dedicados a socorrer os que praticam esse delito e que jazem no remorso e no desespero. Estava conosco naquela noite, acompanhando vários Espíritos comprometidos por esse mesmo crime.
Foi um belo trabalho, e uma vez mais emocionamo-nos ante as lições maravilhosas que recebemos nas reuniões de desobsessão.

SCHUBERT, Suely Caldas. Obsessão e Desobsessão. FEB.

Certa ocasião, comunicaram-se três Espíritos que tinham uma problemática em relação ao aborto. As comunicações, uma em seguida à outra, eram todas vinculadas ao assunto.
A primeira delas foi a de um médico que, enquanto encarnado, dedicara-se a fazer abortos. Apresentou-se muito perturbado, perseguido por vários Espíritos. Acusava a si mesmo de criminoso e sentia-se aterrorizado com os próprios atos. Estava arrependido - dizia sem cessar - e tinha muito medo dos que o perseguiam.
O segundo comunicante foi uma mulher. Acusava o médico, a quem perseguia, desejosa de vingar-se. Explicou ter morrido em suas mãos, quando este tentava provocar-lhe a interrupção de uma gravidez. Estava atormentada pelo remorso dessa ação e pelo ódio que nutria pelo médico.
Ambos foram esclarecidos e retiraram-se bastante reconfortados.
A terceira entidade era também uma mulher. Veio para apoiar e estimular o nosso trabalho. Já possuía bastante conhecimento sobre a vida espiritual e trabalhava muito, principalmente ajudando a combater a idéia e a prática do aborto. Ela mesma, em sua última existência, havia cometido esse crime, quando da gestação de seu sexto filho. Sendo pobre e lutando com dificuldades de toda ordem, ao engravidar pela sexta vez, desorientou-se e provocou o aborto, do qual se arrependeu imediatamente. Jamais se perdoara e daí para frente sofreu duplamente, carregando o peso do remorso. Teve uma existência longa, de muitas lutas, e desencarnou após prolongada moléstia. No plano espiritual, encontrou-se com aquele que seria o seu sexto filho e teve um grande abalo ao certificar-se de que era um ente muito querido ao seu coração e que iria reencarnar com a finalidade de ajudá-Ia. Ele a havia perdoado, mas ela, inconformada com o fato, não conseguiram até então perdoar a si mesma. Dedicou-se, por isto, ao trabalho de preservação da vida, ao mesmo tempo em que faz parte de um grupo de atendentes (ou enfermeiros), dedicados a socorrer os que praticam esse delito e que jazem no remorso e no desespero. Estava conosco naquela noite, acompanhando vários Espíritos comprometidos por esse mesmo crime.
Foi um belo trabalho, e uma vez mais emocionamo-nos ante as lições maravilhosas que recebemos nas reuniões de desobsessão.

SCHUBERT, Suely Caldas. Obsessão e Desobsessão. FEB.
 

A CALÚNIA...

       
De todas as potências do corpo humano, a língua será talvez aquela que mais nos reclama a vigilância.
Por ela, começa a glória da cultura nos cinco continentes, mas, através dela, igualmente principiam todas as guerras que atormentam o mundo.
Por ela, irradia-se o mel de nossa ternura, mas também, através dela, derrama-nos o fel da cólera.
Muitas vezes é fonte que refresca e muitas outras é fogo que consome.
Em muitas ocasiões, é ferramenta que educa e, em muitas circunstâncias, é lamina portadora da destruição ou da morte.
Sou uma das vítimas da língua, não conforme acontece na existência humana, em que os caluniados caem na Terra para se erguerem no Céu, em sublime triunfo, mas, segundo os padrões da vida real, em que os caluniadores que triunfaram entre os homens experimentam, além, do sepulcro, a extrema derrota do espírito.
Determinam nossos amigos espirituais vos ofereça minha história.
Contá-la-ei, sintetizando tanto quanto possível, para não fatigar
vos a atenção.
Há quase trinta anos, nossa família, chefiada por pequeno comerciante, no varejo do Rio, era serena e feliz.
Em casa, éramos quatro pessoas.
Nossos pais, Afrânio e o servidor que vos fala.
Entre meu irmão e eu, contudo, surgiam antagonismos irreconciliáveis.
Afrânio era a bondade.
Eu era a maldade oculta.
Meu irmão era a brandura, eu era a crueldade...
Nele aparecia a luz da franqueza aberta.
Escondia-se em mim a mentira torpe.
Afrânio era a virtude, eu era o vício contumaz.
Na época em que figuro o principio de meu relato, meu irmão desposara Celina, uma jovem reta e generosa que lhe aguardava o primeiro filhinho.
Quanto a mim, entregue às libações da irresponsabilidade, encontrara na jovem Marcela, tão leviana quanto eu mesmo, uma companheira ideal para o meu clima de aventura.
Entretanto, tão logo a vi, aguardando uma criança, sob minha responsabilidade direta, abandonei-a, desapiedado, embora lhe vigiasse os menores movimentos.
Foi assim que, em nublada manhã de junho, observei um automóvel a procurar-lhe o refúgio.
Coloquei-me de atalaia, reparando o homem de fronte descoberta que lhe buscava a moradia e reconheci meu próprio mano.
Surpreso e estarrecido, dei curso aos maus sentimentos que geraram, em minhas idéias, a infâmia que passou a dominar-me a cabeça.
Encontrara, enfim - concluí malicioso -, a brecha por onde solapar-lhe a reputação, e afastei-me apressado.
Joguei e beberiquei, voltando à noite para o santuário doméstico, onde encontrei aflitiva ocorrência.
Afrânio, em se ausentando de nossa pequena loja para depositar num banco a expressiva importância de cinqüenta contos de réis - fruto de nossas economias de dois anos, para a realização do nosso velho plano de casa própria -, perdera a soma aludida, sem conseguir justificar-se.
Ouvi-lhe as alegações inquietantes, simulando preocupação, mas, dando largas aos meus projetos delituosos, arquitetei a mentira que deveria arruiná-lo.
Chamei meu pai a íntimo entendimento e envenenei-o pelos ouvidos.
Com a minha palavra fácil, teci a calúnia que serviu para impor ao meu irmão irremediável infortúnio, contando a meu pai que o vira, em companhia de mulher menos respeitável, perdendo toda a nossa fortuna numa casa de jogo, e acrescentei que observara o quadro lamentável com os meus próprios olhos.
Minha mãe e Celina, a reduzida distância, sem que eu lhes reparasse a presença, anotaram-me a punhalada verbal, e todos os nossos, dando crédito ao meu verbo delinqüente, passaram da confiança ao menosprezo, dispensando ao acusado o tratamento cruel que lhe desmantelou a existência.

 

Por seis dias Afrânio, desesperado, procurou debalde o dinheiro.
E, ao fim desse tempo, incapaz de resistir ao escárnio de que era vítima, preferiu o suicídio à vergonha, ingerindo o veneno que lhe roubou a vida física.
A desgraça penetrou-nos a luta diária.
Todos, menos eu, que me regozijava com a escura vingança, renderam-se à tensão e ao desespero.
Inquirida Marcela por meu pai, viemos, porém, a saber, que Afrânio lhe visitara o abrigo por solicitação dela mesma, que se achava em extrema penúria.
Nosso espanto, contudo, não ficou aí, porque findos três dias após os funerais, um chofer humilde procurou-nos, discreto, para entregar uma bolsa que trazia os documentos de Afrânio, acompanhados pelos cinqüenta contos, bolsa essa que meu irmão perdera inadvertidamente no carro que o servira.
Minha cunhada, num parto prematuro, faleceu em nossa casa.
Minha mãe, prostrada no leito, não mais se levantou e, findos três meses, após a morte dela, ralado por infinito desgosto, meu pai acompanhava-lhe os passos ao cemitério do Caju.
Achava-me, então, sozinho.
Tinha dinheiro e busquei a vida fácil, mas o remorso passara a residir em minha consciência, atormentando-me o coração.
Alcoolizava-me para esquecer, mas, entontecida a cabeça, passava a ver, junto de mim, a sombra de meus pais e a sombra de Celina, perguntando-me, agoniados:
- Caim, que fizeste de teu irmão?
A loucura que me espreitava dominou-me por fim...
Conduzido ao casarão da Praia Vermelha, ali gastei quanto possuía para, depois de um ano de suplício moral e irremediável tormento físico, abandonar os meus ossos exaustos na terra, em cujo seio, debalde, imploro consolação, porque o sofrimento e a vergonha sitiaram-me a vida, destruindo-me a paz.
Tenho amargado, através de todos os processos imagináveis, as conseqüências do meu crime.
Tenho sido um fantasma, desprezado em toda parte, sorvendo o fel e o fogo do arrependimento tardio.
Somente agora, ouvindo as lições do Evangelho, consegui acender em minh'alma leves fagulhas de esperança...
E à maneira do mendigo que bate à porta do reconforto e do alívio, encontro presentemente um novo caminho para a reencarnação, que, muito breve, me oferecerá a bênção sagrada do esquecimento.
Entretanto, não sei quando poderei encontrar, de novo, meu pai e minha mãe, meu irmão e minha cunhada, credores em meu destino, para resgatar, diante deles, o debito imenso que contraí.
Por enquanto, serei apenas internado na carne para considerar os problemas que eu mesmo criei, em prejuízo de minha alma...
Brevemente, voltarei ao campo dos homens, mas reaparecerei, entre eles, sem a graça da família a fim de valorizar o santuário doméstico, e renascerei mudo para aprender a falar.

Que Deus nos abençoe.

Autor:
Chico Xavier (médium)
A. Ferreira (espírito)

PARÁBOLA DO GRÃO DE MOSTARDA

 

1) Como está posta a parábola do grão de mostarda?

A parábola do grão de mostarda está assim expressa: “O Reino de Deus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e semeou em seu campo. Na verdade, ele é a menor de todas as sementes, mas, depois de crescido, é maior que todos os legumes e torna-se uma árvore, de sorte que as aves do céu vêm habitar seus ramos”. (Mateus, 8, 31-32; Marcos, 4, 30-32; Lucas, 13, 18-19.)

2) Qual o significado de mostarda?

Conhecemo-la como condimento, molho, geralmente utilizado em refeições. Na Palestina, a sinapsis nigra atinge enormes proporções, chegando ter, mesmo no estado selvagem, mais de três metros de altura.

3) Qual a concepção dos rabinos acerca do grão de mostarda?

Entre os rabinos, um “grão de mostarda” era uma expressão para qualquer coisa pequena. Daí, a surpresa e o “maravilhamento” pelo fato de uma minúscula semente se tornar a maior das árvores.

4) Que tipo de ensinamento Jesus quer nos passar nesta parábola?

Jesus quis mostrar que este pequeno grão pode crescer e tornar-se a maior das árvores, abrigando os pássaros sob a sombra de seus ramos. Enquanto os rabinos se maravilhavam pelo fato de algo pequeno se tornar grande, Jesus a exemplificava com o crescimento da verdade: no começo, eram os 12 apóstolos; depois, a humanidade toda.

5) É possível relacionar princípio inteligente e o grão da mostarda?

O princípio inteligente (semente minúscula) foi lançado no mundo, primeiramente, no reino mineral. Depois, estagiou no reino vegetal e no reino animal. Como Espírito, vivenciou o reino hominal, com a possibilidade de ir para o reino angelical. Em cada um desses reinos, foram-lhe agregadas as virtudes necessárias para o prosseguimento de sua evolução moral e espiritual.

6) Qual o mecanismo do crescimento da semente?

A semente, uma vez lançada ao solo, tende a crescer Cada semente, porém, cresce de acordo com a sua potência, com a sua característica própria: umas se desenvolvem rapidamente; outras, lentamente. O mesmo se pode falar do solo do espírito. Há necessidade de o ser humano aguardar o tempo de maturação para as verdades espirituais. Apressando, acaba absorvendo as fantasias e, assim, distanciando-se do verdadeiro caminho de sua evolução espiritual.

7) Como explicar, em termos da revelação, o crescimento do grão de mostarda?

Os Dez Mandamentos, recebidos mediunicamente por Moisés, no Monte Sinai, pode ser considerado o ponto de partida do crescimento do grão de mostarda (ensinamento evangélico). A semente era pequenina, sujeita aos contratempos e as intemperanças da época, ainda animalizada.

Jesus, ao resumir os Dez Mandamentos no “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, deu a sua contribuição para o crescimento da semente. Em termos práticos, Jesus reuniu, primeiramente, os doze apóstolos. É a minúscula semente. Depois, vieram os discípulos, que se incumbiram de divulgar a boa nova ao mundo.

O Espiritismo, cognominado de cristianismo redivivo, é o desenvolvimento dos ensinamentos de Cristo. Como Consolador Prometido, ele veio no tempo certo para recordar o que o Cristo disse e desenvolver aquilo que na época de Cristo ficara oculto, obscuro. O grão de mostarda, pelo princípio da reencarnação e da pluralidade dos mundos habitados, penetra em outros campos de interesse, propiciando-nos a certeza da imortalidade da alma.
Por:-Sérgio Biagi Gregório-

MARAVILHOSA ENGENHARIA DIVINA



9 coisas que você não sabia sobre o seu corpo

Você sabe em que parte do corpo fica a glabela? E a quantidade de saliva produzida diariamente pelo ser humano? Confira essas e outras curiosidades sobre o seu corpo.

É comum ouvir que o ser humano é uma máquina incrível. Para se surpreender, basta fazer uma experiência simples: procure no Google por imagens ou vídeos das diferentes fases do desenvolvimento embrionário humano. Depois, olhe no espelho: não é quase inacreditável pensar que aquele ser esquisito acabou se transformando em algo não muito menos estranho, também conhecido como você?
O ser humano é um animal espetacular e, felizmente, possui a capacidade cognitiva muito superior a de qualquer outra espécie. Isso faz com que possamos estudar não apenas o mundo ao nosso redor, mas também a nós mesmos. Ainda temos muito que aprender a respeito de determinados órgãos humanos, como o cérebro, mas já conhecemos e entendemos o funcionamento de detalhes singulares do nosso corpo.
Normalmente, esses detalhes são tratados no currículo básico das escolas brasileiras, sejam públicas ou particulares. Mas existem curiosidades muito divertidas e que dificilmente são contadas em sala de aula.

1.Qual órgão humano ocupa uma área de 2 m²?

A pele é o maior órgão do corpo humano. Se pudéssemos esticá-la como aqueles tapetes feitos com o couro de tigres e ursos, a pele ocuparia uma área de 2 m² e pesaria cerca de 4 kg. Além disso, a pele está sempre se renovando. Um adulto médio perde de 14,1 milhões a 18,9 milhões de células epiteliais por hora. Ao longo do dia, o número de células descartadas chega a 453,6 milhões.

2. Você tem a glabela peluda?

Talvez você não saiba, mas a área que separa as duas sobrancelhas de uma pessoa também possui um nome: glabela. Atrás da pele dessa região, que normalmente não possui pelos, fica a maior “peça” do crânio humano, o osso frontal.

3. Acabamento da face humana

Entre o lábio superior e o nariz de uma pessoa, encontra-se uma pequena depressão côncava conhecida como filtro labial. Esse detalhe do rosto é o resultado da finalização de dois processos do desenvolvimento facial do feto, responsáveis pela formação de parte do nariz e da boca. É como se a natureza desse um pequeno toque estilístico para concluir a sua obra.
Porém, como em outros processos biológicos, falhas acontecem. Quando o filtro labial não se fecha completamente, por alguma herança genética ou como sequela de outra doença, aquela região fica aberta. Essa condição é conhecida pela medicina como fissura labiopalatal e, popularmente, como lábio leporino.



4. A importância da saliva

A saliva é um dos fluidos corporais mais importantes do corpo humano. Composto por 98% de água, o “cuspe” também contém eletrólitos, mucos que ajudam na lubrificação, componentes bactericidas e diversas enzimas. Assim, esse líquido ajuda a manter a saúde bucal, fazendo com que diminua a acidez da boca e auxilie na prevenção da formação de cáries, por exemplo. Não é à toa que o ser humano produz cerca de 2 litros de saliva por dia.
Mas não é só isso. A saliva é essencial para a alimentação, já que possibilita que os alimentos sejam engolidos com mais facilidade e evita que a mucosa da via oral acabe ressecada. Além disso, as enzimas dela ajudam a dissolver os restos de comidas que ficam presos entre os dentes.
Em outras espécies de animais, a saliva acaba sendo ainda mais versátil, podendo ser usada para ajudar na cicatrização de feridas, construção de ninhos de aves e até na confecção de teias de espécies de aranha e lagartas.

5. Máquina de gases: 14 puns por dia

É muito bom se deliciar com guloseimas ao longo do dia. Disso, ninguém duvida. Mas a alimentação também produz um efeito colateral que, dependendo do caso, pode trazer graves consequências para a vida social de uma pessoa: a flatulência.
Criada a partir de gases que ingerimos junto com o alimento ou que o próprio corpo produz como resultado do processo de digestão, a flatulência é maior em pessoas ansiosas, que falam enquanto comem ou que se alimentam muito depressa. Mas não se preocupe: a ideia de que pessoas bonitas e elegantes não soltam “ventos” é mentirosa. O ser humano normal emite cerca de 14 flatos por dia, emitidos a uma velocidade que pode chegar a 0,1 m/s.
Aliás, cabe aqui uma explicação de extrema relevância: o arroto não é o “pum” que "subiu de elevador". Os gases da flatulência são produzidos no intestino, enquanto que as eructações são causadas pelos gases do estômago.

6. A causa do espirro melecante

Muitas células do nosso corpo possuem organelas chamadas de cílios. Elas são responsáveis por diversas funções do nosso corpo e, uma delas, é ajudar o nariz a drenar o muco da cavidade nasal, empurrando-o goela abaixo para ser deglutido.
Quando ficamos gripados, essa função acaba sendo destruída pelo vírus que invadiu nosso organismo, libertando água e sais do interior das células. Assim, é produzido aquele muco mais aquoso e transparente, que acaba sendo expelido pelo nariz durante os espirros.

7. Cérebro, órgão faminto

Apesar de ser o responsável por apenas 2% do peso e uma pessoa, o cérebro consome 20% do oxigênio e das calorias do corpo. Para que a nossa cabeça continue funcionando bem, três artérias são responsáveis pelo envio de oxigênio ao nosso “processador de 16,8 mil GHz”. Caso uma dessas veias seja bloqueada ou pare de funcionar, as células cerebrais acabam ficando sem energia e podem trazer danos permanentes ao cérebro, causando o que a medicina chama de Acidente vascular cerebral (AVC).

8. Posição do corpo influencia a memória

Muitas vezes, um cheiro ou ruído acaba despertando memórias de acontecimentos passados ou alguma informação que você armazenou há algum tempo. Mas de acordo com um estudo realizado pelo Instituto de Psicologia da Universidade da Flórida, a posição do seu corpo também ajuda a resgatar algumas memórias com mais facilidade, em especial os registros sobre você mesmo (PDF em inglês). Portanto, da próxima vez que esquecer alguma coisa, tente sentar de pernas cruzadas ou deitar. Se não ajudar a se lembrar, pelo menos você acabará descansando um pouco.

9. 90 trilhões de seres moram dentro de você

Às vezes não nos damos conta de que somos verdadeiros ecossistemas. Seres microscópicos habitam diversas áreas de nossos corpos: bactérias estão presentes em nossas bocas, dentes, intestinos, peles e até na língua. Além disso, vírus adormecidos podem estar presentes no organismo de alguém sem manifestar uma doença, como é o caso do herpes, por exemplo.
É claro que a maioria de nós tem consciência disso, mas dificilmente percebemos que somos verdadeiros mundos para esses seres. Quer uma informação alarmante? 90% das células que carregamos em nossos corpos não são nossas e, diariamente, carregamos cerca de 90 trilhões de microrganismos conosco.


 

REFLETINDO












             
Refletindo....

Nas ruas da vida em cada esquina da existência
Haverá sempre irmãos em penúria que por algum motivo
Não cabe a nós escrutar na ironia vulgar da desatenção
Que mesmo assim recebem asco e difamações
Por não entendermos que muitas vezes assim o são
Por necessidades excruciantes, reveses de situações
Onde perdendo a dignidade e olhando os filhos amados
Lacrimosos por um pedaço de pão na fome lancinante
Estilhaça o coração paterno que nunca ofereça pedra aos pequeninos
Notando a amada encurvada de pele engelhada por ofertar
De sua própria boca o alimento aos filhos desnutrindo-se
Angustiado dispõe-se de sua dignidade ofertando à vil preço
Seus poucos pertences e suas melhores roupas e calçados
No intento honrado de abastar e nutrir sua família amada
Não sentindo vergonha de vestir em panos rotos e sapatos velhos
Mendigando de porta em porta caridade esquecida
Mas nunca a desatenção e a palavra rude e ferina que colhe o coração
E lembrando as necessidades em humildade aceita o descaso
Busca-se um serviço, e maltrapilho avesso ao serviço útil
Se implorar a sobra do alimento é peso inútil na sociedade
Se vasculhar o lixo em busca de sobra se mostra nojento
E no cair da tarde volta ao lar iluminado por pequenos toco de vela
Água a faltar, roupas escassas e corpo a pedir higiene
E, no entanto, o que falta em muitos corações ali sobra a ser repartido
A confiança em dias melhores
A união de que vencerão juntos
E a partilha honesta nas sobras colhidas
Onde se ao menos uma vez fosse recordado que
Quem bate a porta pedindo auxilio e atenção em amor
Pode ser o Cristo a pedir para entrar e fazer parte de nossa vida
O egoísmo não seria chaga aberta a inutilizar o bem que nos compete...
-Irmã Carla-

PODES, SE QUISERES

 

Fracassado é aquele que abandona a luta ou nega-se a travá-la.
Dificilmente logrará vitória quem se recusa a enfrentar os desafios do cotidiano.
O homem são as suas tarefas, que devem ser enfrentadas com decisão e coragem.
Em todo cometimento multiplicam-se as dificuldades e as problemáticas se repetem.
Quedas e aparentes insucessos são experiências que, repetidas, favorecem o homem com o êxito que deve perseguir até o fim.
Desistir do empreendimento porque se apresente difícil, significa abandonar-se a contínuos insucessos.
Não recear jamais, nem ceder à tentação da desistência na luta da ascensão.
Se queres, podes.
Quando te propões realizar os labores que te dizem respeito, abres-te à vitória, que deves chegar na oportunidade própria.
Simon Bolívar, o excelente Libertador de quase metade da América do Sul não poucas vezes perdeu batalhas e esteve preso. Porque não desistiu, perseverando nos ideais e lutando, triunfou.
Benito Juarez, órfão e pobre, humilhado e sob injunções terríveis, contribuiu para a liberdade do México, mais do que qualquer outro herói.
Franklin Delano Roosevelt, paralítico, vitimado numa cadeira de rodas não se compadeceu do próprio estado de saúde e desempenhou relevante papel no seu país, como Primeiro Mandatário, revelando-se extraordinário libertador, durante a Segunda Guerra Mundial.
Édison experimentou quase 10.000 testes para lograr o êxito da lâmpada elétrica e porque insistiu sem desânimo, ofereceu à Humanidade um valioso contributo.
Faraday, até aos 14 anos, permaneceu numa Gráfica, na condição de encadernador. Lendo um dos livros em que trabalhava, interessou-se pela eletricidade, revelando-se pioneiro nesta tecnologia de grande utilidade para a Humanidade.
Cervantes sofreu incompreensões e experimentou a miséria, teve os seus escritos desconsiderados, viveu em regime de mendicância para não morrer de fome, não obstante, prosseguindo, legou-nos o "Dom Quixote de la Mancha" de valor literário e filosófico inegável.
Camões, sem uma vista, fez-se cantor de "Os Luzíadas".
Confúcio, aos 55 anos, foi abandonado pelo seu mestre. Sem desânimo, prosseguiu, oferecendo extraordinária contribuição filosófica para o pensamento universal.
Maomé, na busca de fiéis, padeceu terrivelmente, até que, sem abandonar a luta, espalhou o Alcorão pela Terra.
Buda, procurando a iluminação, provou solidão e abandono, conseguindo que a mensagem da paz passasse a impregnar as vidas...
A história de Jesus é por demais conhecida para que se ampliem consideração...
A galeria daqueles que não desistiram e confiaram na vitória que souberam esperar, é muito grande.
Não te abatas ante impedimentos nem persigas sucessos improvisados, imediatos, que cedem lugar a terríveis desencantos.
Se queres vencer superando quaisquer problemas, prossegue em paz, insistindo na ação operosa e confiante, assim conseguindo o fanal que é a meta essencial da tua vida.
Disse Jesus "Aquele que perseverar até o fim, este será salvo."
É necessário permanecer fiel e otimista.
Se queres, portanto, a vitória, insiste.
-Joanna de Ângelis-