ABRA SUA MENTE



Fecha teus olhos,abre tua mente e teu coração para a Verdade ...,porque

Ela pode ser invisível aos olhos humanos.Mas não aos olhos da sua consciência







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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

IROKO

Escrito por Obanise Xandi,',.
Iroko
Iroko é um Orixá pouco cultuado no Brasil; Seus filhos também são raros.
Iroko vive na mais suntuosa árvore que há numa roça de candomblé' e também nas matas.
Representa a ancestralidade, nossos antepassados, pais, avós, bisavós, tataravôs. Representa também o seio da natureza, morada dos orixás...
Desrespeitar iroko, (grande e suntuosa árvore ) é desrespeitar sua dinastia, seus avós, seu sangue...
Iroko representa a história do ylé, assim como, de seu povo...
Protegendo sempre o mesmo das tempestades.
Iroko protege muito seus filhos...

Arquétipo: Eloqüentes, ciumentos, camaradas, inteligentes, competentes, teimosos, turrões e generosos. Gostam de diversão: dançar e cozinhar; comer e beber bem.
Se apaixona com facilidade, assim como gostam de liderar.
Dotados de senso de justiça, são amigos queridos e inimigos terríveis. Porem se reconciliam facilmente. Não conseguem guardar segredos.

Lenda: QUEM PROMETE A IROCO DEVE CUMPRIR.
Havia uma vendedora de obis e orobôs que todos os dias, ao ir para o mercado,passava por um grande pé de iroco e lhe deixava uma oferenda, pedindo que ajudasse a engravidar, assim mais tarde, teria alguém para ajudá-la com a mercadoria que carregava na cabeça num pesado balaio e, também companhia na velhice.

Prometia a Iroco um bode, galos, obis, orobos e uma série de oferendas da predileção do Orixá da Arvore.
A mulher concebeu e deu a luz a uma filha, esquecendo-se da promessa no mesmo instante. Ao ir para o mercado, escolhia outro caminho, esquivando-se de passar perto de Iroco, com medo que o Orixá cobrasse a promessa.
A menina cresceu, forte e sadia e, um dia a mulher teve necessidade de passar, com a filha, perto de Iroco. Não tinha outro jeito se não por ali. Saudou a arvore, sem se deter, e seguiu seu caminho, com o balaio na cabeça.

A criança parou junto a quem lhe tinha dado a vida (sem de nada saber), achando Iroco belo e majestoso.
Apanhou uma folha caída no chão e não se deu conta que a mãe seguia em frente, andando mais depressa que de costume, quase correndo. Quando a mulher percebeu que tinha caminhado ligeiro demais, já estava muito afastada da menina.
Olhando para trás. Viu a arvore bailando com a criança e falando da promessa abandonada. As enormes raízes abriram um buraco na terra, suficientemente grande para tragar a menina, propriedade do orixá.
"Quem prometer, que cumpra".

IYEMONJÁ

                   







 Escrito por Obanise Xandi,',.
Seu nome significa a mãe dos filhos-peixe. Originária do rio ogum, em abeokutá, nigéria, tem seus domínios nas profundezas das águas, de onde emerge para atender seus devotos, principalmente as mulheres que atribuem a elas poderes que favorecem a fertilidade e a fecundidade. É maternal, sempre pronta para amamentar as crianças sob seu domínio. Mas também sabe ser delicada, mantendo-se de espada em punho para defender seus filhos.
Arquétipos:
São autoritários e persistentes em relação aos filhos, são preocupados, responsáveis e decididos. São amigos e protetores e chegam as vezes, quando mulheres, a se comportarem como super mães. São agressivos e até traiçoeiros, quando a segurança dos filhos e da família está em jogo;'são faladores, não gostam da solidão.

Lendas:
Filha de Olokun, deusa do mar, Iyemojá era casada com Olofin Odudwuá com quem tinha dez filhos orixás. Por amamentá-los, ficou com seios enormes. Impaciente e cansada de morar na cidade de ifé, ela saiu em rumo oeste, e conheceu o rei okerê; logo se apaixonaram e casaram-se. Envergonhada de seus seios, yemanjá pediu ao esposo que nunca a ridiculariza-se por isso. Ele concordou; porem, um dia, embriagou-se e começou a gracejar sobre os enormes seios da esposa. Entristecida, Iyemoja fugiu.
Desde menina, trazia num pote uma poção, que o pai lhe dera para casos de perigo. Durante a fuga, yemanjá caiu quebrando o pote' a poção transformou-a num rio cujo leito seguia em direção ao mar.
Ante o ocorrido, okerê, que não queria perder a esposa, transformou-se numa montanha para barrar o curso das águas. Yemanjá pediu ajuda ao filho xangô, e este, com um raio, partiu a montanha no meio; o rio seguiu para o oceano e, dessa forma, a orixá tornou-se a rainha do mar.
Yemoja, cujo o nome deriva de Yeye omo ejá, "Mãe cujos filhos são peixes", é o Orisa dos Egbás, uma nação yorubá estabelecida outrora na região de Ibadan, onde existe ainda o rio Iyemonja. As guerras entre nações yorubáslevaram os Egbás a emigrar, em direção oeste, para Abeokutá, no inicio do século XIX. Evidentemente, não lhes foi possível carregar o rio, mas, em contrapartida, transportaram consigo objetos os sagrados, suportes do Asé da divindade, e o rio Ògún, que atravessa a região, tornou-se a partir de então, a nova morada de Iyemoja.

Este rio Ògún, entretanto, não deve ser confundido com Ògún, o deus do ferro e dos ferreiros, contrariamente à opinião de numerosos autores que escrevem sobre o assunto no século passado. Estes mesmo autores publicaram, a partir de 1884, copiando-se uns aos outros, uma série de lendas escabrosas e extravagantes que fizeram a delícia dos " meios eruditos", mas que eram completamente desconhecidos nos meios tradicionais.
O templo principal de Iyemoja fica em Ibará, bairro da cidade de Abeokutá. Os fiéis desta divindade vão procurar, todos os anos, a água sagrada para levar os Axés, suportes de seu poder, não no rio Ògún, mas na fonte de um de seus afluentes, chamado Lakasa. Esta água, recolhida em jarras, é trazida em procissão para seu templo.
Iyemoja seria a filha de Olokun, deus ( em Benin e em Lagos) ou deusa ( em Ifé) do mar. Em certa lenda, ela aparece casada pela primeira vez com Orunmila, senhor das adivinhações, depois com Olofin-Ododúa, Rei de Ifé, com o qual teve dez filhos cujas atividades bastante diversificadas e cujos nome enigmáticos parecem corresponder a outros tantos Òrìsàs. Dois dentre eles são facilmente identificados: "O arco-iris-que-desloca-com-a-chuva-e-guarda-o-fogo-nos-seus-punhos" e "O trovão-que-se-desloca-com-a-chuva-e-revela-seus-segredos". Estas denominações representam, respectivamente, Oxumarê e Xangô.
Yemonja, cansada de sua permanência em Ifé, foge mais tarde em direção ao oeste. Olokun que havia dado, autrora, por medida de precaução, uma garrafa contendo um preparado, pois "não-se-sabe-jamais-o-que-pode-acontecer-amanhã"; recomendara-lhe que a quebrasse no chão em caso de perigo. E assim, Yemanjá foi se instalar na "Noite-da-Terra", à este, em Abeokutá, "ilusão à migração dos Egbás". Olofin-Ododúa, rei de Ifé, lançou seu exercito em procura de Yemonja. Esta, cercada, em vez de se deixar prender e ser conduzida de volta a Ifé, quebrou a garrafa, segundo as instruções recebidas. Um rio criou-se na mesma hora, levando-a para Okun, o mar, lugar de residência de Olokun.
AJÉ SALUGA
Ajê Salugá é a irmã mais nova de Yemoja. Ambas são as filhas prediletas de Olokun. Quando a imensidão das águas foi criada, Olokun dividiu os mares com suas filhas e cada uma reinou numa diferente região do oceano. Ajê Salugá ganhou o poder sobre as marés. Eram nove as filhas de Olokun e por isso se diz que são nove as Iyemojas. Dizem que Iyemoja é a mais velha Olokun e que Ajê Salugá é a Olokun caçula, mas de fato ambas são irmãs apenas. Olokun deu às suas filhas os mares e também todo o segredo que há neles. Mas nenhuma delas conhece os segredos todos, que são os segredos de Olokun. Ajê Salugá era, porém, menina muito curiosa e sempre ia bisbilhotar em todos os mares. Quando Olokun saía para o mundo, Ajê Xalugá fazia subir a maré e ia atrás cavalgando sobre as ondas. Ia disfarçada sobre as ondas, na forma de espuma borbulhante. Tão intenso e atrativo era tal brilho que às vezes cegava as pessoas que olhavam. Um dia Olokun disse à sua filha caçula:
"O que dás para os outros tu também terás, serás vista pelos outros como te mostrares.
Este será o teu segredo, mas sabe que qualquer segredo é sempre perigoso".
Na próxima vez que Ajê Salugá saiu nas ondas, acompanhando, disfarçada, as andanças de Olokun,
Seu brilho era ainda bem maior, porque maior era seu orgulho, agora detentora do segredo.
Muitos homens e mulheres olhavam admirados o brilho intenso das ondas do mar e cada um com o brilho ficou cego.
Sim, o seu poder cegava os homens e as mulheres.
Mas quando Ajê Salugá também perdeu a visão, ela entendeu o sentido do segredo.
Iyemoja está sempre com ela, Quando sai para passear nas ondas.
Ela é a irmã mais nova de Iyemoja.

Este itan descreve a lenda do surgimento do Orixá Aje Saluga


Quando se encontrava no céu perto de Mawu, o caramujo Aje se chamava Aina e era do sexo feminino.
Naquela época, Fa Ayedogun passava por sérias dificuldades financeiras e, por ser muito pobre, não era convidado a participar de qualquer festa ou reunião social. Aina, recém nascida, era muito feia. Sua aparência terrível fazia com que todos evitassem sua companhia e ninguém aceitava tê-la em casa.
Depois de ser rejeitada em todas as casas, Aina bateu na porta de Fa Ayidogun, que apesar do estado de miséria em que se encontrava, acolheu a menina.
Uma bela noite, Aina acordou Fa, anunciando que estava prestes a vomitar. O hospedeiro apresentou-lhe uma tigela para que vomitasse, mas ela recusou-se. Uma cabaça foi trazida e também recusada e depois, uma jarra foi objeto de nova recusa.
Fá perguntou então, o que poderia fazer para ajudá-la e Aina disse: "Lá no lugar de onde venho, costuma-se vomitar todos os dias, no quarto. Conduzida ao quarto, Aina começou a vomitar todos os tipos de pedras preciosas, brancas, azuis, vermelhas, verdes, etc. Naquele momento, um marabu que passava, penetrou na casa de Fá e perguntou por Aina. "Ela está no quarto, acometida por uma crise de vômitos." Respondeu Fá.
O estrangeiro foi ver o que se passava e ao deparar com Aina vomitando pedras preciosas, exclamou: "Ha! Nós não conhecíamos os poderes de Aina, hoje revelados!" Disposto a serví-la, colocou-lhe o nome de Anabi ou Ainayi, que em Yoruba quer dizer: Aina vomita, Aina deu toda riqueza a Fá Ayidogun. Os muçulmanos, depois disto, fizeram de Aina uma divindade, conhecida entre eles, como Anabi
Texto Obanise
Adaptado Lokeni Ifatolà


SEM FOLHAS NÃO HÁ ORIXAS

Escrito por Ifatola.
 Foto

Algumas considerações sobre as Folhas Sagradas(Ewé)

Ko si ewé kosi Orisa
"Sem folhas não há Orisa"


Desde os tempos remotos ouvimos dizeres, sortilégios, bem feitos com nossas Ervas Sagradas, temos referências de muitas em nossas vidas atribuídas em tudo que passamos a Ingerir, digerir, sentir, tais sensações despertam diversas sensações, como Bem-estar, vibrações que passam por nossos músculos a cada sentido que se choca com nosso corpo físico, sim a Energia da Natureza, a Energia do Orisa, a energia do Mundo.


Existem diversas folhas com diversas finalidades e combinações, nomes e considerações dos nomes, fato que muito impressiona a quem as manipulam dentro de Asé. Temos que ter muitas consciência de como usá-las para que não sejamos pegos de surpresa por energias que são invocadas quando a maceramos, quando colocamos o sumo da Erva em contato com nosso corpo,  quando a colhemos.

Ewé, assunto este muito diversificado, muito delicado porque cada nação traz seu ritual porém folha é para mesma finalidade, trazer energias boas e positivadas, tirar energias ruins e maléficas em muitos casos, trazer resposta de algo se é necessário para o individuo que a usa.


Abaixo aqui deixo alguns de meus conhecimentos em Ewé e que Ossanyin ouça sempre nossas Aduras (Rezas):



Nome Yorubá- ÀbámodáNome científico - Bryophillum calcinum/ Kalanchoe pinnataNome popular- Folha da Fortuna, folha grossa, Milagre de São Joaquim
Considerações: Usadas em Cerimônias em Ilè Ifé, Terra de Ifá, para Obatalá e Yemowo conhecidas nas terras de Orisas como Erun odundun, Kantí-Kantí, Kóropòn segundo Pierre Verger.

Alguns de seus nomes tem significado importante, Àbámodá significa "o que vc deseja vc faz",mas caso necessária para outras atribuições como substituta do Odundun (Folha-da-Costa), deve ser chamada  erú odundun cujo nome significa "Escravo de Odundun", é uma folha muito positiva e considerada de muito prestígios pelos adeptos, em suas folhas nascem brotos nas bordas cujas este representam sinal de prosperidade, fato esse de ser importante na composição do Àgbo.

No Brasil considerada do Orisa Sango por muitos Zeladores porém muitos a usam para os Orisas Funfun Como Osala e Ifá.

Uso medicinal- Diurético e sedativa, combate nevralgias, encefalias, dores de dente afecções das vias respiratórias, externamente contra doenças de pele, feridas. furúnculos, dermatoses em geral .



Nome Yorubá-Ajobi,Ajobi Pupá, Ajobi oiléNome científico- Schinus therebenthifoliusNome popular- Aroeira-comum, aroeira vermelha, pimenta do Peru
Considerações:
Encontradas em regiões nordeste sudeste e Sul, nos candomblés jeje-nagôs são usadas nos sacrifícios de animais quadrúpedes forrando-se o chão com ela, agrada muito o Orisa para o sacrifício. As Crenças enraizadas dizem que pela manha esta Ewé pertença a Ogun a tarde pertença a Esu e ainda sirva para vestir Ossanyin. Seus galhos são utilizados para ebós e sacudimentos.

uso na medicina: Anti-Reumático,sua resina serve para combater bronquites crônicas casca quando cozida, indicada contra feridas, tumores , inflamações em geral, corrimentos e diarréias.



Nome Yorubá-Ajobi Funfun, Ajobi jinjinNome Científico- Lithaea molleoides
Nome Popular-Aroeira branca, aroeira de fruto do mangue, aroeirinha.


Considerações:
Encontradas nos estados do nordeste ao sul principalmente, usada em sacudimentos, sendo considerada uma folha gún( quente), utilizadas em banho de descarrego porém seu uso é muito restrito pois não se deve levar esta folha a cabeça para banho. Em algumas casas é proibido seu uso pois dizem as crenças, que está folha desprende emanações perigosas a quem dela se aproxima necessitando uma cautela significativa para colhê-la, reações, como perturbações na pele e nos olhos,

Uso na medicina:

Excitante e diurética , o cozimento da casca serve para combater diarréias infecções das vias urinarias.....

Algumas informações tiradas do livro de Estudo Ewé Orisa de José Flávio Pessoa de Barros, conhecedor nato das folhas.



Nome Yorubá- AkòkoNome científico- Newboldia laevis SeemNome popular-Acoco
Considerações:
Origem África, considerada arvore abundante, provedora de Propriedade, assim diz as explicações no livro Ewé Orisa de José Flavio Pessoa de Barros, Atribuída ao Orisa Ossanyin e Ogun, esta Arvore na África acomoda em suas sombras assentamentos do Orisa Ogun onde seu culto é Extenso ,na cidade de Iré .

Também usada no culto aos Ancestrais goza de muito prestigio em nossa Religião.



Nome Yorubá- AmúnimúyèNome científico- Centratherum punctatumNome popular- Balainho de velho, perpétua
Considerações:
“Planta considerada misteriosa devida atribuição de seu nome cujo “significa “ apossa-de de uma pessoa e de sua Inteligência”, por isso usada na iniciação e no agbò de Orisa seu objetivo facilitar o transe do Iyawo que está pra nascer, porém esta folha detém este nome pela relação que tem com uma Lenda e que Ossanyin da um preparo para Ossossi beber, no qual depois caiu em um esquecimento profundo passando acima morar nas matas com Ossanyin. Ressalto que este preparo vai muitos outros ingredientes no entanto está Ewé seria considerada indispensável junto a outras.



Nome Yorubá- ApáòkáNome científico- Artocarpus integrifoliaNome popular- Jaqueira
Considerações:
No livro Ewé Orisa esta arvore de Origem Indiana medra em diversas regiões inclusive  África e Brasil.

Apáòká significa Opa= cajado, cetro+ Oká= serpente africana, nome de uma entidade fito mórfica considerada a mãe de Osossi, cultuada em uma Jaqueira.É uma arvore Sagrada, suas folhas são usadas para assentar Esú e em banhos para os filhos de Sango, porém seus frutos não devem ser consumidos por esses iniciados

Seu nome na África Tapónurin cita Verger.

uso medicinal: Os caroços  da Jaca  assados ou cozidos são afrodisíacos, a folha é usada como  estimulante, antidiarréico, antiasmático e expectorante.

Citação de Joje Flávio Pessoa de Barros.



Nome Yorubá- ÉtipónláNome cientifica- Boerhaavia difussa L.Nome popular- Erva Tostão, bredo de porco, pega pinto, tangaraca
Considerações:
Encontrada em todo território nacional atribuída a Sango e Oya goza de grande prestígio nos terreiros como planta "contrafeitiços", ao atribuí-la ao banho deve se ter cautela pois em demasia pode provocar reações alérgicas no corpo.reverenciada  nos rituais de folha com korin  (Ifá owó ifá omo, Ewé Étipónlá 'Bà Ifá orò' cujo significado diz:" Ifá é dinheiro, Ifá são filhos, a folha de Étipónlá é abençoada por Ifá "

uso medicinal: combate afecções renais e das raízes desta Planta se faz um vinho que é diurético  e regularizador  das funções hepáticas.



Nome Yorubá- Ewé OgbóNome cientifica- Periploca nigrescensNome popular- Cipó-de-leite, orelha de macaco, folha de leite, Rama de leite. Considerações:
Planta trazida do continente africano pelo povo Nagôpara o Brasil, encontra-se em florestas sombreadas ou nos próprios terreiros de Candomblé.

Todos os iniciados podem usá-la sem restrição porém seu dever que é tirar a consciência do filho de santo só é ativado quando combinados com outras folhas.

Dizem os mais velhos que a estória dos Orisas narra esta folha como a primeira a se liberada por Ossanyin quando se fez o Vento de Oya, passando a ser folha de Ossossi porém em algumas outra nações ela é quista com folha principal de Osala, citação de minha pessoa.

Uso Medicinal: Tratar Epilepsia. Outros nomes que são atribuídos a ela são, Ogbó funun, Ogbó pupa, Asogbókan, Asóbomo e gbólogbòlo, cita Verger.


Nome Yorubá: Ewé OjúùsajúNome cientifico: Petiveri Alliacea L.
Nome Popular: Guiné, guiné pipiu, erva-guiné, erva de alho.


Considerações:
Folha encontrada em todo território nacional, porém Verger diz que está Ewé foi levada do Brasil para Nigéria.

Usada para defumações e sacudimentos de pessoas e de casas cujo ação é contra Eguns e "Esus" negativos e em banhos para lavar fios de conta e até cabeça de filhos de santo, atribuída a Ossossi e a caboclos.

Na África usada por Babalawos  para combater feitiços e obter respeito de "Yami" cita Verger.

Os filhos de Osala e Yemonja em cuba são proibidos de usar esta folha, pois é considerada  Ewó em suas origens.

Uso medicinal:

Contra dores de cabeças, enxaquecas, nervosismo e falta de memória, porém em muita quantidade pode atingir as vistas  chegando provocar até perda da visão pois é uma Ewé tóxica principalmente a Raiz.

A Tintura que se obtém desta Ewé tem uso externo em fricções no combate a paralisia  em geral e reumatismo e a raiz usada contra dor de dente.

Salvo Professor José Flavio Pessoa de Barros


Nome Yorubá- Ewé Lárà FunfunNome cientifico- Ricinus communis L.Nome popular- Mamona, Mamona Branca, mamoneira, Palma de Cristo. Considerações:
De origem Africana que era encontrada no Antigo Egito. Ocorre com muita fartura em todo território nacional.

Folha com diversas finalidades nas festividades como Olubajé ritual de Obalwuayie, Sassanhe, Ebós etc...

Atribuída a Osala é uma folha muito usada pelos adeptos, sendo indispensável em alguns rituais.

Uso medicinal:

As folhas cozidas com sal podem aliviar o inchaço dos pés, e contra prisão de ventre uma vez que esta Ewé possui uma semente que paralelamente é absorvido dele o óleo de Rícino, é purgativo.


Texto e Adaptação de Amaro Santana Silva Netto(Babalossanyi)

MITO DE ONILÉ

Mito de Onilé. 
 por Manuela
 
Na África iorubá, Onilé ocupa lugar central no culto da sociedade masculina secreta Ogboni. A escultura em bronze aqui mostrada, provavelmente do século XVIII, é originária dessa sociedade tem os olhos em semicírculos, que tudo observam em silêncio, e as mãos fechadas e alinhadas, uma sobre a outra, na altura do umbigo, num gesto que simboliza o conhecimento ancestral, conforme os símbolos Ogboni, sociedade que, até o século XIX, cuidava da justiça, julgava criminosos e feiticeiros e executava os condenados à morte.
 Louvar Onilé é celebrar as origens. Por isso, quando aparecem junto aos humanos, os antepassados egungun saúdam Onilé, lembrando-nos que ela é anterior a tudo o mais, mesmo às linhagens mais antigas da humanidade.
 Onilé é assentada num montículo de terra vermelha, que representa o coração da Terra, podendo também ser montado com terra de cupinzeiro, que é trazida de dentro do solo pelos insetos trabalhadores, e que é vermelha. Dentro do montículo fixa-se uma quartinha com água, pois não há vida na terra desprovida de água. A quartinha dentro da terra simboliza que a água vem de dentro da Terra e que é assim a primeira dádiva de Onilé. A água que jorra do solo forma os regatos, rios, lagos e o próprio mar, de onde sobe para as nuvens e se precipita em chuva, voltando ao solo e subsolo, num ciclo permanente de propiciação da vida. O assentamento é coberto com moedas ou búzios, que entre os antigos iorubanos era dinheiro, representando toda a riqueza e prosperidade que está na Terra, que dela extraímos e na qual vivemos. Vermelho e marrom, cores da terra, são as cores apropriadas para colares de contas que homenageiam Onilé. Na África, os sacrifícios feitos a Onilé incluem caracóis, aves fêmeas e tartarugas (Abimbola, 1977: 111). No Brasil a legislação pune como crime inafiançável o sacrifício de animais ameaçados de extinção e assim a tartaruga é substituída pela cabra. Aliás, matar um animal em extinção seria uma ofensa imperdoável a Onilé, que é a própria natureza, a grande mãe da ecologia.
Além desses animais, dá-se para Onilé tudo o que a terra produz e que o homem transforma: obis, orobôs e todas as demais frutas, inhame e outros tubérculos, feijões, milho, favas, mel, dendê, sal, vinho e tudo mais que vem da terra pela mão do homem.
 Cultuada discretamente em terreiros antigos da Bahia e em candomblés africanizados, a Mãe Terra tem despertado recentemente curiosidade e interesse entre os seguidores dos orisás, sobretudo entre aqueles que compõem os seguimentos mais intelectualizados da religião. Onilé, isto é, a Terra, tem muitos inimigos que a exploram e podem destruí-la. Para muitos seguidores da religião dos orisás, interessados em recuperar a relação orisá-natureza, o culto de Onilé representaria, assim, a preocupação com a preservação da própria humanidade e de tudo que há em seu mundo. Pois é Onilé quem guarda o planeta e tudo que há sobre ele, protegendo o mundo em que vivemos e possibilitando a própria vida de tudo que vive sobre a Terra, as plantas, os bichos e a humanidade.
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ONILÉ


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Onilé a Primeira Divindade da Terra.

Os antigos povos que deram origem aos atuais iorubás ou nagôs, de cujas tradições se moldaram o candomblé no Brasil, cultuavam uma entidade da Terra, a Terra-Mãe, que recebeu muitas denominações em diferentes aldeias e cidades que formam o complexo cultural iorubá e seus entornos principais, entre os quais os jejes mahis e daomeanos e os tapas ou nupes e os ibos. Esta antiga divindade é até hoje cultuada e recebe o nome de Onilé, a Dona da Terra, a Senhora do planeta em que vivemos. Outros nomes da Terra-Mãe são: Aiê, Ilé, Ialé, também Ije, Ale, Ala, Aná, Ogerê, e mesmo Buku e Buruku. Entre os jejes do Maranhão e da Bahia é chamada Aisã. Creio que grande parte dos seguidores do candomblé nunca ouviu falar ou teve apenas vagas referências sobre Onilé, mas em certos candomblés de nação Keto, que preservam ou reconstituem tradições que em grande parte se perderam na diáspora iorubana, pratica-se um culto discreto, mas significativo a Terra-Mãe, para a qual se canta, ou no início do Sirê ou no final da chamada roda de Sòngo, a cantiga que diz “Mojubá, orisá/ ibá, orisá/ ibá Onilé”, que pode ser traduzido como “Eu saúdo o orisá/ Saúdo Onilé/ Salve a Senhora da Terra”. Onilé é uma divindade feminina relacionada aos aspectos essenciais da natureza, e originalmente exercia seu patronato sobre tudo que se relaciona à apropriação da natureza pelo homem, o que inclui a agricultura, a caça e a pesca e a própria fertilidade. Com as transformações da sociedade iorubá numa sociedade patriarcal ou patrilinear, que implicou a constituição de linhagens e clãs familiares fundados e chefiados por antepassados masculinos, as mulheres perderam o antigo poder que tiveram numa primeira etapa (um mito relata que, numa disputa entre Oyá e Ogum, os homens teriam arrebatado o poder que era antes de domínio das mulheres). Os antepassados divinizados tomaram o lugar das divindades primordiais e houve uma redivisão de trabalho entre os orisás. As divindades femininas antigas tiveram então seu culto reorganizado em torno de entidades femininas genéricas, as Yiá Mi Osorongá, consideradas bruxas maléficas pelo fato de representarem sempre um perigo para os poderios masculinos, e vários orisás tiveram dividido entre si as atribuições de zelar pela Terra, agora dividida em diferentes governos: o subsolo ficou para Omulu-Obaluaye e para Ogum, o solo para orisá-Oko e Ogum, a vegetação e a caça para os Odes e Osonyin e assim por diante. A fertilidade das mulheres foi o atributo que restou às divindades femininas, já que é a mulher que pari que reproduz e dá continuidade à vida. Constituir-se-iam elas então em orisás dos rios, representando a própria água, que fertiliza a terra e permite a vida: são as Yiagbás Yemonjá, Òsun, Obá, Oyá, Yewá e outras e também Nanã, que como antiga divindade da terra, representa a lama do fundo do rio, simbolizando a fertilização da terra pela água. Onilé teve seu culto preservado na África, mas perdendo muitas das antigas atribuições. Hoje ela representa nossa ligação elemental com o planeta em que vivemos, nossa origem primal. É a base de sustentação da vida, é o nosso mundo material. Embora sua importância seja crucial do ponto de vista da concepção religiosa de universo, os devotos a ela poucos recorrem, pois seu culto não trata de aspectos particulares do mundo e da vida cotidiana, preferindo cada um dirigir-se aos orisás que cuidam desses aspectos específicos. No Brasil, como aconteceu com outros orisás, seu culto quase desapareceu. Certamente um fator que contribuiu para o esquecimento de Onilé no Brasil é o fato de que este orisá não se manifesta através do transe ritual, não incorpora, não dança. Outros orisás importantes na África e que também não se manifestam no corpo de iniciados foram igualmente menos considerado neste País que, por influência do Kardecismo, atribui um valor muito especial ao transe. Foi o que aconteceu com Orunmilá, Oduwduwa, Orisá-Oko, Ajalá, além da Yiá Mi Osorongá. É interessante lembrar que o culto de Osonyin sofreu no Brasil grande mudança, passando o orisá das folhas a se manifestar no transe, o que o livrou certamente do esquecimento. O culto da árvore Iroko também se preservou entre nós, ainda que raramente, quando ganhou filhos e se manifestou em transe, sorte que não teve Apaoká. Na Nigéria mantém-se viva a idéia de que Onilé é à base de toda a vida, tanto que, quando se faz um juramento, jura-se por Onilé. Nessas ocasiões, é ainda costume pôr na boca alguns grãos de terra, às vezes dissolvida na água que se bebe para selar a jura, para lembrar que tudo começa com Onilé, a Terra-Mãe, tanto na vida como na morte. Um mito que já tive o prazer de contar em outras ocasiões ensina qual são a atribuição principal de Onilé, como ela está associada ao chão que pisamos e sobre o qual vivemos nós e todos os seres vivos que formam o nosso habitat, nosso mundo material. Assim conta o mito: Onilé era a filha mais recatada e discreta de Olodumare. Vivia trancada em casa do pai e quase ninguém a via. Quase nem se sabia de sua existência. Quando os orisás seus irmãos se reuniam no palácio do grande pai para as grandes audiências em que Olodumare comunicava suas decisões, Onilé fazia um buraco no chão e se escondia, pois sabia que as reuniões sempre terminavam em festa, com muita música e dança ao ritmo dos atabaques. Onilé não se sentia bem no meio dos outros. Um dia o grande deus mandou os seus arautos avisarem: haveria uma grande reunião no palácio e os orisás deviam comparecer ricamente vestidos, pois ele iria distribuir entre os filhos as riquezas do mundo e depois haveria muita comida, música e dança. Por todos os lugares os mensageiros gritaram esta ordem e todos se prepararam com esmero para o grande acontecimento. Quando chegou por fim o grande dia, cada orisá dirigiu-se ao palácio na maior ostentação, cada um mais belamente vestido que o outro, pois este era o desejo de Olodumare. Yemonjá chegou vestida com a espuma do mar, os braços ornados de pulseiras de algas marinhas, a cabeça cingida por um diadema de corais e pérolas, o pescoço emoldurado por uma cascata de madrepérola. Osòósi escolheu uma túnica de ramos macios, enfeitada de peles e plumas dos mais exóticos animais. Osonyin vestiu-se com um manto de folhas perfumadas. Ogum preferiu uma couraça de aço brilhante, enfeitada com tenras folhas de palmeira. Òsun escolheu cobrir-se de ouro, trazendo nos cabelos as águas verdes dos rios. As roupas de Osumarè mostravam todas as cores, trazendo nas mãos os pingos frescos da chuva. Oyá escolheu para vestir-se um sibilante vento e adornou os cabelos com raios que colheu da tempestade. Sòngo não fez por menos e cobriu-se com o trovão. Óòsàálá trazia o corpo envolto em fibras alvíssimas de algodão e a testa ostentando uma nobre pena vermelha de papagaio. E assim por diante. Não houve quem não usasse toda a criatividade para apresentar-se ao grande pai com a roupa mais bonita. Nunca se vira antes tanta ostentação, tanta beleza, tanto luxo. Cada orisá que chegava ao palácio de Olodumare provocava um clamor de admiração, que se ouvia por todas as terras existentes. Os orisás encantaram o mundo com suas vestes. Menos Onilé. Onilé não se preocupou em vestir-se bem. Onilé não se interessou por nada. Onilé não se mostrou para ninguém. Onilé recolheu-se a uma funda cova que cavou no chão. Quando todos os orisás haviam chegado, Olodumare mandou que fossem acomodados confortavelmente, sentados em esteiras dispostas ao redor do trono. Ele disse então à assembléia que todos eram bem-vindos. Que todos os filhos haviam cumprido seu desejo e que estava tão bonito que ele não saberia escolher entre eles qual seria o mais vistoso e belo. Tinha todas as riquezas do mundo para dar a eles, mas nem sabia como começar a distribuição. Então disse Olodumare que os próprios filhos, ao escolherem o que achavam o melhor da natureza, para com aquela riqueza se apresentar perante o pai, eles mesmos já tinham feito a divisão do mundo. Então Yemonjá ficava com o mar, Òsun com o ouro e os rios. A Osòósi com as matas e todos os seus bichos, reservando as folhas para Osonyin. Deu a Oyá o raio e a Sòngo o trovão. Fez Óòsàálá dono de tudo que é branco e puro, de tudo que é o princípio, deu-lhe a criação. Destinou a Osumarè o arco-íris e a chuva. A Ogum deu o ferro e tudo o que se faz com ele, inclusive a guerra. E assim por diante. Deu a cada orisá um pedaço do mundo, uma parte da natureza, um governo particular. Dividiu de acordo com o gosto de cada um. E disse que a partir de então cada um seria o dono e governador daquela parte da natureza. Assim, sempre que um humano tivesse alguma necessidade relacionada com uma daquelas partes da natureza, deveria pagar uma prenda ao orisá que a possuísse. Pagaria em oferendas de comida, bebida ou outra coisa que fosse da predileção do orisá. Os orisás, que tudo ouviram em silêncio, começaram a gritar e a dançar de alegria, fazendo um grande alarido na corte. Olodumare pediu silêncio, ainda não havia terminado. Disse que faltava ainda a mais importante das atribuições. Que era preciso dar a um dos filhos o governo da Terra, o mundo no qual os humanos viviam e onde produziam as comidas, bebidas e tudo o mais que deveriam ofertar aos orisás. Disse que dava a Terra a quem se vestia da própria Terra. Quem seria? Perguntavam-se todos? “Onilé”, respondeu Olodumare. “Onilé?” todos se espantaram. Como, se ela nem sequer viera à grande reunião? Nenhum dos presentes a vira até então. Nenhum sequer notara sua ausência. “Pois Onilé está entre nós”, disse Olodumare e mandou que todos olhassem no fundo da cova, onde se abrigava vestida de terra, a discreta e recatada filha. Ali estava Onilé, em sua roupa de terra. Onilé, a que também foi chamada de Ilê, a casa, o planeta. Olodumare disse que cada um que habitava a Terra pagasse tributo a Onilé, pois ela era a mãe de todos, o abrigo, a casa. A humanidade não sobreviveria sem Onilé. Afinal, onde ficava cada uma das riquezas que Olodumare partilhara com filhos orisás? “Tudo está na Terra”, disse Olodumare. “O mar e os rios, o ferro e o ouro, Os animais e as plantas, tudo”, continuou. “Até mesmo o ar e o vento, a chuva e o arco-íris, tudo existe porque a Terra existe, assim como as coisas criadas para controlar os homens e os outros seres vivos que habitam o planeta, como a vida, a saúde, a doença e mesmo a morte”. Pois então, que cada um pagasse tributo a Onilé, foi à sentença final de Olodumare. Onilé, orisá da Terra, receberia mais presentes que os outros, pois deveria ter oferendas dos vivos e dos mortos, pois na Terra também repousam os corpos dos que já não vivem. Onilé, também chamada Aiê, a Terra, deveria ser propiciada sempre, para que o mundo dos humanos nunca fosse destruído. Todos os presentes aplaudiram as palavras de Olodumare. Todos os orisás aclamaram Onilé. Todos os humanos propiciaram a mãe Terra.
E então Olodumare retirou-se do mundo para sempre e deixou o governo de tudo por conta de seus filhos orisás1. E assim este mito, de modo didático e com muita beleza, situa o papel de Onilé no panteão dos deuses iorubás. Como é estrutural nos mitos, o tempo da narrativa não é histórico, dando a impressão que os cultos dos diferentes orisás foram instituídos a um só tempo, num só ato do supremo deus. A narrativa enfatiza, contudo, a concepção básica da religião dos orisás, isto é, que cada orisá é um aspecto da natureza, uma dimensão particular do mundo em que vivemos. Eles são o próprio mundo, com suas forças, elementos, energias e propriedades, mundo que tem por base Onilé, a Terra, o planeta que habitamos o nosso lar no universo.

QUALIDADESDO ORIXÁ OGUM







São sete qualidades de Ogum:
Ògún Meje – ou Mejeje, aquele que toma conta das sete entradas da cidade de Irê, ligado a Exú, o guardião das casas de Ketu.
Ògún Je Ajá ou Ogúnjá como ficou conhecido – Um de seus nomes em razão de sua preferência em receber cães (só na África) como oferenda, tem ligação com Oxaguiã e Ìyemonjá .
Ògún Àmènè ou Ominí – tem ligação com Oxun, cultuado em Ijexá, sua conta é verde clara.
Ògún Alágbèdé (Alagbede) – É o Ògún dos ferreiros, o ferramenteiro, da ancestralidade, tem ligação com Yemanjá.
Ògún Akoró – É o Ogun que usa o mariwò como coroa, sua roupa é o mariwò, toma conta da casa de Oxalá, muito ligado a Oxóssi e não come mel.
Ògún Oniré – É o título de Ògún filho de Oniré, quando passou a reinar em Ire, o Senhor de Irê.
Ogun Wàrí: é o ferreiro dos metais dourados, ligado a Oxun, ligado ao ar, por isso o mais requintado dentre todos os Oguns.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

FILHAS DE NANÃ

Que a paz de Oxalá esteja com todos


Os filhos de Nana são pessoas extremamente calmas, tão lentas no cumprimento das suas tarefas que chegam a irritar. Agem com benevolência, dignidade e gentileza. As pessoas de Nana parecem ter a eternidade à sua frente para acabar os seus afazeres; gostam de crianças e educam-nas com excesso de doçura e mansidão, assim como as avós. São pessoas que no modo de agir e até fisicamente aparentam mais idade.

Podem apresentar precocemente problemas de idade, como tendência a viver no passado, de recordações, apresentar infecções reumáticas e problemas nas articulações em geral.

As pessoas de Nana podem ser teimosas e “ranzinzas”, daquelas que guardam por longo tempo um rancor ou adiam uma decisão. Porém agem com segurança e majestade. As suas reacções bem equilibradas e a pertinência das suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça.

Embora se atribua a Nana um carácter implacável, os seus filhos têm grande capacidade de perdoar, principalmente as pessoas que amam. São pessoas bondosas, decididas, simpáticas, mas principalmente respeitáveis, um comportamento digno da Grande Deusa do Daomé.

Capaz de tudo por um amor, embora na maior parte das vezes não demonstre isso à primeira vista, a filha de Nanan esconde também o seu lado erótico e sensual. Quem a vê, com aparência tranquila e distraída não imagina que para ela, sexo é uma prática sem limites. Seus pontos fracos são o ventre e os quadris, mas ela só revelará estes e outros segredos íntimos a um homem em quem confiar. E ele deverá preencher alguns requisitos: ser inteligente como ela, delicado, educado e um bom papo. Ela odeia o gênero machão, que a fará extremamente infeliz. O homem que a conquistar não terá do que se queixar: a mulher de Nanan é cúmplice e companheira em tudo e o fará muito feliz. 

São pessoas com uma capacidade extrema de entendimento e compreensão com as falhas humanas e por causa disso perdoam e consolam aos que erram com grande facilidade. Vivem voltados para o bem estar da comunidade sempre fazendo o possível para atender as vontades e necessidades de todos.
O filho de Nanã sempre parece ser muito mais velho do que realmente é. É um conservador por natureza e sente com freqüência saudades de um tempo que não viveu sempre achando que as coisas no passado eram bem melhores e, assim, sente-se distanciado da modernidade em que vive.
Às vezes carinhosos até em excesso, se tornam também ranzinzas, preocupados em demasia com detalhes e têm uma forte tendência a criticar tudo e todos. Não costumam ter muito senso de humor e valorizam demais pequenos incidentes que transformam em grandes dramas. Odeiam ser contrariados e quando batem o pé em uma posição, dificilmente voltam atrás,
Suas reações bem equilibradas e a pertinência das decisões, o conservam sempre no caminho da sabedoria e da justiça.
Calmos, discretos e extremamente benevolentes, sempre agem com dignidade e gentileza, mas têm uma dificuldade nata em cumprir horários já que estão sempre achando que o dia é muito mais longo do que realmente é e pode esperar por sua lentidão.
Com um temperamento severo e austero, chega bem perto da rabugice se tornando assim mais temido que amado.

As mulheres, filhas desse orixá, não procuram embelezar-se para atrair ninguém e, muitas vezes, tornam-se distanciadas da sexualidade passando uma imagem de pouca feminilidade. 

Geralmente os filhos de Nanã se dedicam ao trabalho e à ambição social e, pelo medo exacerbado de ser abandonado e sofrer, deixam de lado a vida amorosa sem se tornarem com isso, amargos ou tristes..

HINO A UMBANDA

 

PREVISÕES PARA 2013 segundo o vidente José Acleildo:

"Terremotos, erupções vulcânicas, maremotos e etc. Porém, isto é apenas um pequeno aviso! O avanço do mar, que em breve causará grandes prejuízos para o sudeste e nordeste do Brasil e ainda, vendavais que tomarão o sul e parte do sudeste de surpresa, provocando grandes prejuízos é só uma questão de tempo para que possamos conferir quadro a quadro destas previsões. Tenho certeza que até o ano de 2013 a situação será exatamente esta: o tempo ficando louco, os governantes desorientados e o povo despreparado encontrarão neste período muitos conflitos que atingirão desde a política até os arredores do planeta. Em toda parte ouviremos rumores de conflitos sociais e prejuízos causados pela natureza que somente dará trégua ao planeta no ano 2014 a 2015. O bom é saber que ao lado destas previsões, um pouco sombrias, antevejo que alcançaremos a liberdade da expressão maior que é o movimento dos seres humanos que livremente poderão comportar-se dentro de uma situação normal e expressar sem nenhum receio a sua maneira de pensar, de agir, de amar e de acreditar naquilo que lhe for mais conveniente e confortável para o seu tempo e o seu estado psicológico. Será um período em que a ciência terá avançado a passos largos como se apenas oito anos conseguisse avançar oitenta anos para frente. Doenças que há muito tempo nos atormentam, certamente, até o ano 2013 estaremos dando graças a Deus por estarmos livres de todas elas. Teremos um ano de 2013 protegido por Ogum mais velho, conhecido também como Omolu. Um ano da experiência, voltado, naturalmente, para a ciência e cura. Acompanha esse doce orixá, Nanã Burucu, que inicia a proteção por Dona Iansã e Oxumaré, portanto, um ano de muita alegria, de muita tranquilidade, muito bom para a vida afetiva. O ano traz a serpente como seu símbolo de combate. Observamos que todas as pessoas que estão ainda solteiras, buscando uma parceria, devem firmar, na entrada do ano, o pensamento para encontrar o par ideal. A esses, que estão livres e desimpedidos, aconselho o banho de essência de canela (30 gotas) com cravo do reino (12 gotas) em três litros de água. Tome da cabeça aos pés e teremos um ano de muita alegria. É claro que as catástrofes continuarão porque, até 2021, a limpeza do planeta não cessa, mas será um ano íntegro, muito alegre e de uma solidez fantástica. Espero, firmemente, que todos vocês tenham um ano de muita alegria e que Jesus Cristo abençoe todos nós. Que os nossos objetivos se concluam e, na verdade, como já diziam os antigos, vamos dizer “hoje mais que ontem e muito menos que amanhã”. Viva nós, que somos persistentes! Viva nós, que sabemos que vamos vencer! Viva nós, que acreditamos na vida e que respeitamos a mudança de planos, do plano físico para o espiritual sem grandes traumas. Pedimos a Deus que nos ensine a viver, entender que morrer é preciso pela evolução do universo. Como diz o grande poeta, navegar é preciso, viver também é. Que Deus abençoe a todos, que tenhamos um bom 2013 e muita paz."

 

PREVISÕES ASTROLÓGICAS PARA 2013

Horóscopo 2013 segundo a Astrologia para o Signo de Áries
Amor: estável, Dinheiro: regular,Trabalho: bom, Saúde: regular. Com um argumento equilibrado, você tenta colocar mais ordem em seus negócios e suas contas administrativas, para limpar algumas coisas. Você está preparado para limpar as coisas em sua vida. Emoções conturbadas para os nativos de Áries. Os primeiros meses serão complicados para os nativos deste signo. O ano de 2013 será um ano de cobranças para os arianos, aqueles que estão devendo a Deus e ao mundo terão de pagar com juros e correção monetária "a cobrança virá a cavalo". Os arianos que respeitam os outros e vivem uma vida digna terão um 2013 de paz e tranquilidade. 
Horóscopo 2013 segundo a Astrologia para o Signo de Touro
Amor: bom, Dinheiro: muito bom,Trabalho: bom, Saúde: boa. 2013 irá promover uma maior reconciliação e harmonia no seu entorno. Circunstâncias externas o servirão mais plenamente do que o habitual. Se tiver coragem, atingirá todos os seus objetivos. Temperança durante os primeiros meses de 2013 para não se envolver em situações complicadas. Em 2013 o relacionamento com as pessoas que você já conhece e gosta será muito estimulante e trará ótimas vibrações.  Não deixe as suas frustrações crescerem excessivamente antes de expressá-las.
Horóscopo 2013 segundo a Astrologia para o Signo de Gêmeos
Amor: ótimo, Dinheiro: bom,Trabalho: bom, Saúde: regular. 2013 será um ano de realizações , conquistas e sensualidade para o signo de Gêmeos. Tudo o que está relacionado com o aspecto jurídico da vida, será favorecido. Meça suas ações em continuidade, para evitar seguir direções erradas. 
Horóscopo 2013 segundo a Astrologia para o Signo de Câncer
Amor: bom, Dinheiro: regular,Trabalho: bom, Saúde: boa. Dificuldades em meados de 2013 para os nativos de câncer, os cancerianos devem usar sua força para superar os obstáculos, mas agindo com fé, serão vitoriosos. Vênus lhes dá mais facilidades de sedução, não exagere. 
Horóscopo 2013 segundo a Astrologia para o Signo de Leão
Amor: muito bom, Dinheiro: regular,Trabalho: ruim, Saúde: fraca. Momentos bons e maus para os leoninos em 2013. O novo ano astrológico de 2013 terá altos e baixos para os nativos do signo de leão.  É hora de olhar para trás, para a escola, para se especializar, ou para iniciar um projeto. Este ano você pode encontrar apoio neste sentido, de pessoas mais qualificadas do que você. 
Horóscopo 2013 segundo a Astrologia para o Signo de Virgem
Amor: estável, Dinheiro: bom,Trabalho: bom, Saúde: boa. Atenção com seu círculo de amigos para que você não se decepcione, perto do fim de 2013 pode ocorrer a morte de alguém  próximo a você. Sua vida ideal está na vanguarda das suas preocupações, este ano. 
Horóscopo 2013 segundo a Astrologia para o Signo de Libra
Amor: ruim, Dinheiro: ótimo,Trabalho: bom, Saúde: boa. Fortes paixões para Libra em 2013, alguns problemas surgirão ao longo de 2013 mas serão superados. Muita criatividade para os librianos. Mudanças sentimentais, e seus interesses favorecidos em 2013. Será útil para você relativizar o humor que ele cria em você e como você se inclina muito para as preocupações que não ajudam a agir na direção certa. 
Horóscopo 2013 segundo a Astrologia para o Signo de Escorpião
Amor: bom, Dinheiro: ótimo,Trabalho: muito bom, Saúde: ótima. Para os nativos de escorpião o ano astrológico de 2013 é um ano favorecerá a intuição. Gente nova e do seu agrado vai surgir em 2013. Não ponha  todos os ovos na mesma cesta. Sua criatividade e dom para as artes estão muito favorecidos em 2013, e isso pode lhe render bons frutos em sua atividade profissional. 
Horóscopo 2013 segundo a Astrologia para o Signo de Sagitário
Amor: bom, Dinheiro: bom,Trabalho: regular, Saúde: boa. Um 2013 de fortes emoções para os sagitarianos, segundo a astrologia o ano de 2013 promete ser um ano de conquistas em diferentes áreas para os nativos de sagitário. Seu estilo de vida tem que mudar agora, para ser coerente com as alterações que você criou em você desde a Primavera de 2012. 
Horóscopo 2013 segundo a Astrologia para o Signo de Capricórnio
Amor: estável, Dinheiro: ótimo,Trabalho: ótimo, Saúde: boa. O ano de 2013 será um ano de romances para os capricornianos. Em 2013 você terá mais liberdade e controle sobre sua vida material. A presença do planeta Saturno sobre seu signo ajuda você a garantir seu futuro financeiro. 
Horóscopo 2013 segundo a Astrologia para o Signo de Aquário
Amor: muito bom, Dinheiro: ótimo,Trabalho: muito bom, Saúde: ótima. Para os nativos de aquário um início de ano meio decepcionante, mais de pois de alguns meses novas energias propiciarão um 2013 muito auspicioso. Suas resoluções estão começando a encontrar áreas de aplicações positivas este ano. Apesar das dificuldades inevitáveis ​​diárias, você terá a satisfação de ver seus projetos se realizarem. 
Horóscopo 2013 segundo a Astrologia para o Signo de Peixes
Amor: muito bom, Dinheiro: ótimo,Trabalho: ótimo, Saúde: ótima. O ano de 2013 será um ano de muitas conquistas para os piscianos. Um 2013 de romantismo para os piscianos. Proteção divina e momentos felizes acompanharão os nativos desse signo o ano todo. Um vago sentimento de tristeza, por coisas que os nativos de peixes ainda não encontraram. Você pode duvidar das oportunidades para o futuro, em virtude do trânsito de Plutão, o que reforça uma tendência à introversão, que é precisamente o oposto de seu interesse agora. Expressar-se mais sobre os seus ideais, com aqueles que estão perto de você será muito libertador e benéfico.